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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Silent Hill



Estou aqui nessa cidade deserta
Não enxergo nada a mais de dois palmos
Intenso frio que de mim toma conta
Tantos traumas não resolvidos guardamos

Nada funciona, estou a deriva
Andando pelas ruas escuras, vazias
A meus pesadelos se assemelhava
Uma mistura terrivelmente feia

Aproximam-se lentamente, seguros
São indescritíveis, fogem do padrão
São rápidos, mais jamais me alcançarão

Faz tantos anos isso me incomoda
Não sei por que disso tanto me recorda
Não é fugindo que ficamos maduros...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Revelações


Aquilo que guardamos com tanto medo
Que escondemos, varremos pro tapete
Nos preocupamos, ocultando de modo
Que aquilo que mais quer revelar, mente

Tal cousa nos traz tanta felicidade
Nosso tesouro, está em todo lugar
Fala dele com tanta dificuldade
Te acompanha onde menos esperar

Ele com a gente, com o sol, acorda
Permanece conosco em um símbolo
Esse, se atrapalha em revelá-lo

Tem medo de seguir com velocidade
E assim distorce a nossa verdade:
Há tempo estamos juntos, minha amada

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Oportunidade



Neste tempo que passamos separados
Amei-te cada segundo sem duvida
Tenha certeza de que muito mudamos
Infeliz jamais te farei, minha linda


seu,
Rodrigo Venturelli Vargas

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Abertura



Sinto uma forte dor que me consome
Com ela, não consigo pensar direito
Mas aquilo prometido prossegui, não dorme
Usando de grande esforço, levanto

Enxergo aquela luz no fim do túnel
Sigo em sua direção, cambaleando
Deixo para trás o que é renovável
Minhas forças já estou recuperando

Mantenho-me reto, sem medo do nada
Por dentro completo, como nunca antes
Depois de aguardar, surgem os levantes

Meu dia vai clareando com essa visão
Cura todas as dores de meu coração
És mesmo tão bondosa e dedicada...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Calma...


Toda nova porta que juntos abrimos
Temos muitas novas possibilidades
Sempre vai nos dar medo estes começos
A insegurança vai com os costumes

Passada uma noite, com medo ficou
De novo, invocando antigos sonhos
De forma que realmente me incomodou
Mas tudo isso mudou quando nos vimos

Mais carinhosa do que nunca, meu amor
Com seu jeito, como sempre me encantou
Disso, o melhor resultado que ficou

De todas a mais bela e responsável
Que me domina com seu jeito amável
Me entrego a tal sentimento sem dor

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Barbarossa


Sinto minha cabeça com força doer
Necessito de força para levantar
A neve cai segura, estou a tremer
Rápido! Parados não podemos ficar

Juntos nos movemos em meio aos estrondos
As estradas são terríveis de se seguir
Devo testar meus equipamentos novos
Um possível final preciso garantir

Estamos Todos juntos nessa jogada
Somos recebidos com medo, respeito
Seguimos nossa marcha, tudo perfeito

Recebidos por uma saudação de metal
Dizimando nossas fileiras, é normal
Uma nova cidade a ser tomada

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Na Toca do Lobo


Após aquele nosso primeiro olhar
Sempre soube que algo grande viria
Em meu coração tocado pude julgar
Visão angelical que me consumia

Rodeio aquela que tanto difere
Tão discreta, me atrai com seus encantos
Apesar de tudo que passou, não fere
Me encanta como o canto dos anjos

Essa espera pode ser algo bobo
Mas por que esperar em vez de apressar?
Prendo a respiração, não posso falhar!

Afinal nesse ritmo vamos dançar
Pois então irei sempre te acomodar
Bem vinda, querida, a toca do lobo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Amanhã Pertence a Nós



Neste longo tempo, firme se manteve
A todas as tentativas de escapar
Deste cerco que por tanto se conteve
Quando se manteve sem mover do lugar

Foram dias muito duros, solitários
Foi quando minha vida melhor dividi
Nos quais estava sempre em meus pensamentos
Neste tempo, eu como nunca, aprendi

Olhando para trás e também ao presente
Fica evidente o quanto crescemos
Enfim, novamente nos compreendemos

O que parecia impossível ocorreu
Aquela saudade nossa enfim morreu
Nos encontramos e tentamos novamente

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Saudade & Reunificação


Sinto meu coração apertar, mais forte
Minha respiração é mais suave, lenta
Lembro-me do passado, não tão distante
Vendo fotos, minha saudade aumenta

Saudade esta de quem está tão perto
A alguns passos de vê-la todas os dias
Ao mesmo tempo tão distante, de certo
Nos encontramos em sonhos, sem fantasias

Encontraremo-nos de novo, sem choro
Muito mudamos, mas ainda receias
Serei teu maior sonho, para que vejas

Que o que nos afastava, separava
Causava receio, que sempre mostrava
Não mais existe, quebramos este muro

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Deutscher


Depois de um duro, difícil despertar
O ferimento ainda se faz presente
Tenta me derrubar, mas não deixo levar
Jamais vou capitular, nossa constante

Reerguendo das ruínas que restaram
As paredes quebram, nossos corações não
Os fantasmas que ainda te assombram
Nesta revolução, conceda-me sua mão

Por tanto tempo ficamos separados
Agora que tal muro está ruindo
Nosso destino permanece seguindo

Aquilo que tanto almejamos traçar
Em nossas mãos poder levantar e levar
Depois de tanto esforço, parados ficamos?