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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Leveza


Mais leve sinto-me com sua presença
Prossegue lentamente mas constantemente
Meus pensamentos desta doce lembrança
Coração adormecido anteriormente

Aquela rosa que cresce em espinhos
Espinhos estes que tentam escondê-la
Mas falham em ocultar-te dos meus olhos
Que num instante viram como é bela

Introspectiva, porém ativa
Aguarda aquele amor verdadeiro
Dançando em um evento corriqueiro

Sentimentos alegres, bonitos e leves
São os pequenos momentos os mais nobres
Levantando-se em uma vida nova

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O Confuso Esquecer




A tal memória me vem por um instante
Já havia sumido, por meses e meses
Tal fato que é deverás irritante
Apresentam situações diferentes

Oh lembrança de um passado nefasto!
Tentas fugir de tua câmara secreta?
Aquela segura do esquecimento
Que jamais devia ter sido aberta

Faz-se de morta e ataca o coveiro
Mesmo contra tua terrível vontade
Avanço com toda a velocidade

Arrebentou-se as correntes do Lobo
Sem olhar para traz fazendo-se de bobo
Mantenho-me correndo, meu passageiro

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Festival


Neste sol que castiga sem menor pena
Representamos as tradições passadas
Me chama atenção uma lituana
Tão linda, ao meio de outras amigas

Represento uma cultura mais ao leste
Que a aproximação nada impede
Tuas danças muito bem representaste
Isto posso dizer com sinceridade

Mais tarde ajudo o grupo na venda
O mesmo tu fez, querida, em tua tenda
Por horas, deixa mais suportável o vento

Apesar de longo, dia passa rápido
Próximo do fim, vou até ti sem medo
Registrando em foto, nosso momento

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Something to Belive In


Auto enganar-se faz necessário
O tal progresso parece utopia
Estão sendo condenados, nada sério
Continuam no mandato... Fantasia!

Neste teatro em que somos palhaços
Somos passivos e ativos igualmente
Cruzados, encontram-se os nossos braços
É a vanguarda que planta a semente

Por mais que o esquerdopatismo domine
Ainda vamos mudar este regime
Já atingimos o poço, resta subir

Devemos das cinzas assim ressurgir
Todos temos algo para acreditar
Nunca devemos deixar de acreditar

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Dando Asas ao Acaso



Posso sentir a aura que me envolve
Abrindo novas portas parcialmente
Derretendo tais sentimentos como neve
Sigo em frente nesta nova corrente

Em meio a vozes assim tão distintas
Desperta uma nova atividade
Que estava oculta, nas profundezas
Repousa em casa, com intimidade

Uma nova comunidade se abre
Receptiva, está grande família
Em teu seio vejo uma outra via

Seguindo estas duas graças amáveis
Quantidade de sentimentos notáveis
A vida prossegue e o tempo corre

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Encontro Misterioso


Posso ouvir o gotejar dessa chuva
Continuo e uniforme sobre mim
As gotas descem formando uma curva
Deslizam sobre meu rosto sem ver um fim

Ninguém parece perceber além de nós
Nesta neblina que nos envolve, densa
É triste pensar em tudo que perdemos
Ao fim do poço chegou, feliz imprensa

No calor de um abraço que lhe faço
Vem aquilo de mais puro lá de dentro
Sei que nunca reconheceu por inteiro...

Quando parece sumir vejo ressurgir
Aquele vento insistente a zunir
Deveria apenas apressar o passo?

sábado, 14 de julho de 2012

My Dear


As distant as I find myself from you now
I can still see you walking trough my mind
Time flows by as I wait for tommorow
Race that will challange this guilty wind

That made my loved one sick on her house
In this sea of steel that separate us both
I wish to tell you how much I love you, because
This time and distance makes me miss you so much

Sweet are those dreams were I met you
Where I can hear your voice, feel your heat
Softly and calm, only for you my heart beat

Please, my source of inspiration, rise
Rise and shine, show me that charming smile
Never acept that someone makes you blue

terça-feira, 26 de junho de 2012

Lemuria



Espalhadas por diversos trechos do mar
Encontram-se pequenas ilhas desertas
Grande continente vieram a formar
Que sobrevivem são meras testemunhas

Do grande dilúvio do qual se salvaram
Terra dos gigantes, brilhantes, atlantes
Dos quais enormes monumentos sobraram
Residem na Ilha de Páscoa, distantes

E em diversas outras partes do globo
Evidenciam as estátuas em série
A evolução de nossa espécie

Encontro na metade da Quinta Ronda
Pela bestialidade ameaçada
A grandiosa raça do branco lobo

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Esperando Pelo Inverno



Não muito longe me encontro de você
Algumas quadras de dia, não mais que isso
Que me impedem de ouvir sua voz doce
Em muitos momentos é nisso que penso

Durante muito tempo não conversamos
Até aquele dia na Festa Junina
Cada um rumou para os seus caminhos
Mas isso mudou de forma repentina

Vejo em teus olhos como é diferente
Nestes tempos modernos e caóticos
É que mostramos como somos únicos

Não pense que foi apagado no verão
O que por ti guardava em meu coração
Espero que dessa vez seja diferente

domingo, 10 de junho de 2012

Encarando os Medos



Diante de mim encontro outro mundo
O tempo e o espaço mudam no qual
Enfrento meus traumas do passado, mudo
Cheiro de queimado me parece normal

Perseguem-me na rua e corredores
São gerados pela minha consciência
Tão moldada e fincada pelas dores
Doei meu sangue por esta substância

Recebendo tal tratamento em troca
Eu penetro neste esquecido mundo
Carece de vida, permanece mudo

A simplicidade não encontra lugar
Por mais que peça perdão, não irei largar
Tal substância que forma uma poça